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Ajax: computador tagarela

Após um feriadão inteiro pensando sobre o que escreveria neste post, achei interessante aproveitar o assunto que (sem maiores interesses) abordei no post anterior para falar sobre Ajax.

Uns a chamam de linguagem de programação, outros defendem que não há nenhuma tecnologia especial envolvida, apenas uma nova maneira de pensar. Muitos concordam que é uma coisa que surgiu com a Web 2.0 (ou alguma coisa que não significa nada). O que você acha? Tentarei esclarecer aqui todas as dúvidas que surgem freqüentemente sobre esse assunto. Vamos lá!

A grande maioria dos desenvolvedores Web já ouviu falar em Ajax e também que Ajax significa Asynchronous JavaScript and XML, mas muitos não entenderam o que isso significa e desistiram. Depois de entender o funcionamento da Web, percebemos que um site quando é acessado (ou carregado) dá origem a uma série de requisições por parte do cliente ao servidor, que lhe enviará todo o conteúdo da página (incluindo imagens, flashs e etc). O importante nesse momento é reparar que essas requisições são feitas imediatamente depois que o usuário aperta a tecla ENTER quando digita um endereço ou clica em um link.

O aspecto assíncrono do Ajax está exatamente em fazer requisições ao servidor FORA do momento em que a página está sendo carregada. Sendo chamado por eventos Javascript (on click, por exemplo) o Ajax faz requisições ao servidor e recebe dados em formato XML a serem posteriormente tratados, manipulados e inseridos na página utilizando-se Javascript e DOM. Daí o nome Asynchronous JavaScript and XML. Esse processo pode se repetir infinitas vezes sem que a página tenha que ser novamente carregada para ter seu conteúdo alterado. Com isso o site ganha um dinamismo extra, melhorando sua usabilidade.

Mas cuidado! Não exagere no uso do Ajax em seu site ou poderá criar problemas aos seus visitantes. Páginas com informações acessadas por Ajax não tem um endereço direto para ser utilizado pelos usuários, por exemplo para adicionar seu site ao Favoritos do browser dele. Então devemos avaliar quando é o momento correto para fazermos uso dessa ferramenta tão poderosa, mas que como tudo na vida tem as suas conseqüências.

Nesse ponto já conversamos o suficiente para você perceber que realmente Ajax não se trata de uma linguagem de programação, mas sim de uma forma de integrar Javascript e XML em seus projetos. O maior responsável pela popularização desse tipo de utilização foi realmente o Google, trazendo junto à sua série de serviços altamente dinâmicos e inovadores.

Exemplos do uso de Ajax:

Até aqui ficamos só na teoria, então prometo o desenvolvimento de um exemplo Ajax para os próximos posts. Conhecem outros bons exemplos do uso de Ajax? Querem criticar algo? Então comente! Abraços!