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Feeds: utilidade do XML aos navegantes

Icone padrão para feedsPopularizado com a expansão dos blogs e o aumento da procura aos sites de notícias, os feeds passaram a auxiliar (e muito) os internautas na tarefa de acompanhar as atualizações de seus sites favoritos. Para o usuário, os feeds representam uma nova maneira de ler os novos conteúdos dos seus sites preferidos, isso se torna possível pela utilização de um serviço centralizador, genericamente chamado de agregador. O vídeo abaixo explica como os feeds funcionam na prática:

Além dos agregadores citadas no vídeo, tenho que destacar o netvibes. Mais do que apenas um agregador, ele é um “desktop virtual”, disponibilizando além da leitura de feeds uma série de módulos úteis para serem utilizados no seu desktop. Um site muito popular no Brasil que já incluiu o suporte a feeds foi o Orkut, em sua página principal basta clicar em “Editar feeds” e adicionar seus endereços preferidos.

Um feed nada mais é do que um arquivo XML padronizado para tal fim, onde o agregador (que não precisa ser necessariamente um site) acessa e processa as atualizações que aquele arquivo teve, obviamente este arquivo espelha o conteúdo do site ou parte dele. Utilizar esses serviços online por uma conexão discada com a internet provavelmente aumentará a sua conta telefônica no fim do mês. Mas não se desespere, existem programas que rodam diretamente no seu computador e lhe possibilitam desconectar a internet após ele ter baixado os arquivos desejados, economizando em sua conta telefônica o tempo em que você levaria para ler as notícias do dia, atualizações de blogs e sites favoritos.

Uma aplicação muito interessante, mas que ainda não tive oportunidade de praticar é o Yahoo Pipes, nele você pode manipular um ou mais feeds para criar um novo, o resultado virá da aplicação de filtros e operações em cima dos feeds escolhidos. Um ótimo exemplo de uso seria para eliminar propagandas vindas ou notícias repetidas em mais de um feed. Sua criatividade e disponibilidade de tempo que limitam o uso dessa ferramenta do Yahoo.

Já para os desenvolvedores Web, os feeds possibilitam a integração com outros sites ou serviços online, incluindo conteúdo dinâmico e, conseqüentemente, sempre atualizado. Ainda não vi muito esse uso, mas acredito que em breve ele estará mais comum e acho possível que apareçam aplicações interessantes. Apesar de um aumento muito significativo na disponibilização dos feeds nos sites, ainda há muito que melhorar. Por exemplo, procuro por feeds com cotações das ações da Bovespa há bastante tempo e não consigo encontrar. Além dessa, muitos outros tipos de informações poderiam ser disponibilizadas nesse formato.

Omiti até aqui a informação de que os feeds não são disponibilizados apenas em um formato padrão. Não me aprofundarei nisso, mas não posso deixar de falar que existem dois padrões de feeds: RSS (Really Simple Syndication) e Atom. No Brasil, o RSS é amplamente utilizado, já em outros países essa situação se inverte. Por dificuldades técnicas, não consegui disponibilizar um exemplo do código RSS aqui, mas basta você abrir um feed qualquer (sem desmerecer o Charges) em seu navegador e visualizar o código-fonte para ter um exemplo.

Existem alguns sites que dão uma ajuda ao desenvolvedor na hora H. Você pode baixar um pacote com diversos formatos de icones neste site ou utilizar os serviços da Feedburner para impulsionar os seus feeds.

Para os que se animaram com a “novidade”, sugiro acessar seus sites preferidos e procurar pelo símbolo ao lado, lá estará o endereço do respectivo feed. Além dos blogs, todos os grandes sites de notícias já disponibilizam feeds também, mas darei um conselho de amigo: não exagere, selecione apenas aqueles que mais lhe agradam, ou passará o dia inteiro lendo seus feeds.

No Anotando não seria diferente, disponibilizo um feed do blog e outro para você acompanhar apenas os comentários, apesar de pessoalmente não me atrair o uso desse último.

Por hoje é só. Abraços!

Pra não dizer que não falei de flores

A sociedade tem se conscientizado cada vez mais dos direitos… direitos da criança, direitos do jovem, direitos do idoso, direitos do deficiente e outros tantos direitos. Nessa onda um tema muito abordado entre os desenvolvedores web é a questão da acessibilidade.

Antes de falar sobre isso, gostaria que você assistisse o vídeo abaixo sobre acessibilidade na web, feito pelo acessodigital (como eu, quem adorar o vídeo pode baixá-lo no site). Infelizmente, o youtube limita em 10 minutos a duração e ele tem 11 minutos, então teve que ser dividido em duas partes:

Parte 1:

Parte 2:

Um outro muito interessante é esse da campanha “Acessibilidade – Siga essa idéia” explicando o que é acessibilidade e mostrando problemas do mundo real:

A regulamentação da Lei de Acessibilidade não só determinou direitos de acesso físico aos brasileiros, mas também direitos de acesso a informações, por exemplo, aos sites de órgãos públicos. O que isso quer dizer? Que todos sites da administração pública deveriam tornar-se web acessíveis no máximo até 12/2006 (é, já passou). Foi uma boa tentativa, alguns sites cumpriram sua obrigação (como podemos ver no diretório de sites acessíveis do daSilva), mas serviu principalmente para alertar a todos sobre a importância do tema. Entre os desenvolvedores muito foi feito para adquirir e produzir conhecimentos sobre esse assunto.

Entendo por acessibilidade a capacidade das pessoas terem acesso a determinado objeto (pra gente, um site). Escuta-se falar muito sobre os cegos na questão da acessibilidade web, mas não devemos ter nossa atenção voltada apenas a eles, existem diversos outros grupos com necessidades especiais para ter acesso à grande rede. Imagino que o motivo de ouvirmos falar mais em acessibilidade no contexto do deficiente visual é o contato um pouco maior que temos com eles. Quem conhece pessoas com deficiência motora? Infelizmente, me parece que essas e outras são quase isoladas num mundo a parte.

Obviamente um cego não consegue navegar pela internet da mesma forma que a maioria das pessoas. Como mostra o primeiro vídeo deste post, existem programas (inclusive um desenvolvido na UFRJ) que fazem a leitura da tela para que o cego possa utilizar a web. Mesmo com a ajuda desses programas, o cego fica com muitas restrições ao utilizar o computador, por exemplo sendo impossibilitado de usar o mouse. O desenvolvedor deve tentar se aproximar desse mundo para entender os impedimentos e tentar solucioná-los.

Existe diretrizes de acessibilidade feitas pela W3C, órgão responsável pela padronização da web. Mas esse documento muitas vezes não dá soluções práticas para certos problemas. Voltando ao vídeo, nele é mostrado a importância de ações como:

  • Colocar um link no topo da página indo diretamente para o conteúdo;
  • Fazer uma boa navegação via teclado, não sendo dependente do mouse;
  • Texto alternativo em todas as imagens;
  • Não utilizar exclusivamente captcha‘s visuais como medida de segurança;
  • Não utilizar Flash para desenvolver inteiramente um site.

Para ser socialmente responsável, adote essas e outras atitudes que não impossibilitem o uso democrático da internet. Já se você continua achando tudo isso uma besteira, olhe pelo lado comercial: você quer ter 15% do público do seu site impedido de acessá-lo? E se você desenvolve sites para terceiros, seus clientes aceitariam isso?

Se não se satisfez apenas com essas informações, acesse também: Serpro e Maujor (ótimo site) e comente o que mais você encontrou de interessante!

Abraços! Até a próxima.