Rodrigo Aguas

Arquivo da seção ‘Acessibilidade’

CMS e a acessibilidade

9/08/07

A sigla CMS significa Content Manager System, que em nosso bom português significa sistema de gerenciamento de conteúdo, normalmente utilizados em sites. Mas por que utilizar um sistema desses? Se quem for atualizar o site tiver conhecimento suficiente para fazer isso na mão, o CMS poderia servir apenas para tornar essa tarefa menos chata com o passar do tempo. Já se quem vai fazer as atualizações do site não tem conhecimentos na área, não é difícil concluir que essa seria uma tarefa praticamente impossível, já para usar o gerenciador de conteúdo não é necessário nenhum conhecimento técnico, podendo qualquer usuário manter atualizado um site. Alguns exemplos de CMS são o MediaWiki, utilizado na Wikipedia, o Wordpress, utilizado na maioria dos blogs e o Moodle, para administrar sites de cursos. Existem também gerenciadores com um foco mais amplo, como o Joomla e o Mambo.

O Walmar do fato W mostrou a importância de conhecer o seu público ao desenvolver um site. No caso, um site desenvolvido para deficientes visuais não poderia ser atualizado pelos mesmos por causa do CMS. Apesar da preocupação com a acessibilidade no site, o CMS utilizado não tinha essa característica. Levando em consideração o cliente, acredito que essa fosse uma característica necessária nesse projeto e que os deficientes envolvidos não ficarão felizes quando souberem disso. Ele mostra também uma alternativa de CMS com foco na acessibilidade.

Até a próxima, abraços!

Quando a falta de acessibilidade pode atrapalhar até quem nao achava precisar dela

7/08/07

Sou do tipo de consumidor que gosta de olhar todas as opções existentes antes de concluir uma compra. Em sites de comércio eletrônico uso constantemente a tecla ctrl, que no Firefox se apertada enquanto clica em um link este abrirá em uma nova aba. Depois de algum tempo navegando pelo site, meu navegador está repleto de abas, cada uma com um produto mais interessante que a outra, e o difícil é escolher quais se tornarão realmente uma compra.

Há algum tempo atrás, pesquisei por um fogão para minha casa. Um dos sites que tentei foi o Ponto Frio, que me decepcionou bastante. O site utiliza javascript em seus links, já de início inviabilizando a utilização do site por qualquer pessoa que esteja acessando-o por um dispositivo que não disponha dessa tecnologia. Mas eu tinha javascript, estava no firefox, e queria achar o fogão. Mas não consegui. Utilizar o site ao meu agrado não foi possível e acabei desistindo. Por quê? Como disse, gosto de abrir os links em abas separadas e o uso de javascript da forma como o site fez me impedia. Tentei imaginar explicações para aquilo e o motivo que levaria o desenvolvedor a fazer tal barbaridade e não consegui.

Defendo a acessibilidade pelo próprio respeito ao ser humano, mas que se não for por isso, que seja pelo retorno que isso pode trazer a um site de comércio eletrônico. Além de mim e de todos os acessos por pessoas que não tem javascript, o ponto frio perde também a chance de qualquer site fazer uma referência a um produto dele, incluindo aí o Google. Como assim?! Eles estão podendo tanto assim que abrem mão da divulgação feita pelo Google? Isso mesmo. Mas prefiro acreditar na hipótese de que eles não tenham conhecimento sobre isso e que o produtor do site seja um… Deixa pra lá. Eles estão precisando de uma campanha de SEO e de um pouco de conscientização.

Só para terminar, ninguém espera que o site seja perfeitamente exibido no Firefox e possível a um deficiente visual acessá-lo né?

Abraços!

Pra não dizer que não falei de flores

15/06/07

A sociedade tem se conscientizado cada vez mais dos direitos… direitos da criança, direitos do jovem, direitos do idoso, direitos do deficiente e outros tantos direitos. Nessa onda um tema muito abordado entre os desenvolvedores web é a questão da acessibilidade.

Antes de falar sobre isso, gostaria que você assistisse o vídeo abaixo sobre acessibilidade na web, feito pelo acessodigital (como eu, quem adorar o vídeo pode baixá-lo no site). Infelizmente, o youtube limita em 10 minutos a duração e ele tem 11 minutos, então teve que ser dividido em duas partes:

Parte 1:

Parte 2:

Um outro muito interessante é esse da campanha “Acessibilidade – Siga essa idéia” explicando o que é acessibilidade e mostrando problemas do mundo real:

A regulamentação da Lei de Acessibilidade não só determinou direitos de acesso físico aos brasileiros, mas também direitos de acesso a informações, por exemplo, aos sites de órgãos públicos. O que isso quer dizer? Que todos sites da administração pública deveriam tornar-se web acessíveis no máximo até 12/2006 (é, já passou). Foi uma boa tentativa, alguns sites cumpriram sua obrigação (como podemos ver no diretório de sites acessíveis do daSilva), mas serviu principalmente para alertar a todos sobre a importância do tema. Entre os desenvolvedores muito foi feito para adquirir e produzir conhecimentos sobre esse assunto.

Entendo por acessibilidade a capacidade das pessoas terem acesso a determinado objeto (pra gente, um site). Escuta-se falar muito sobre os cegos na questão da acessibilidade web, mas não devemos ter nossa atenção voltada apenas a eles, existem diversos outros grupos com necessidades especiais para ter acesso à grande rede. Imagino que o motivo de ouvirmos falar mais em acessibilidade no contexto do deficiente visual é o contato um pouco maior que temos com eles. Quem conhece pessoas com deficiência motora? Infelizmente, me parece que essas e outras são quase isoladas num mundo a parte.

Obviamente um cego não consegue navegar pela internet da mesma forma que a maioria das pessoas. Como mostra o primeiro vídeo deste post, existem programas (inclusive um desenvolvido na UFRJ) que fazem a leitura da tela para que o cego possa utilizar a web. Mesmo com a ajuda desses programas, o cego fica com muitas restrições ao utilizar o computador, por exemplo sendo impossibilitado de usar o mouse. O desenvolvedor deve tentar se aproximar desse mundo para entender os impedimentos e tentar solucioná-los.

Existe diretrizes de acessibilidade feitas pela W3C, órgão responsável pela padronização da web. Mas esse documento muitas vezes não dá soluções práticas para certos problemas. Voltando ao vídeo, nele é mostrado a importância de ações como:

  • Colocar um link no topo da página indo diretamente para o conteúdo;
  • Fazer uma boa navegação via teclado, não sendo dependente do mouse;
  • Texto alternativo em todas as imagens;
  • Não utilizar exclusivamente captcha’s visuais como medida de segurança;
  • Não utilizar Flash para desenvolver inteiramente um site.

Para ser socialmente responsável, adote essas e outras atitudes que não impossibilitem o uso democrático da internet. Já se você continua achando tudo isso uma besteira, olhe pelo lado comercial: você quer ter 15% do público do seu site impedido de acessá-lo? E se você desenvolve sites para terceiros, seus clientes aceitariam isso?

Se não se satisfez apenas com essas informações, acesse também: Serpro e Maujor (ótimo site) e comente o que mais você encontrou de interessante!

Abraços! Até a próxima.