Rodrigo Aguas

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Permalink no Wordpress e o plugin Permalinks Migration Plugin

3/08/07

Uma técnica muito utilizada nos blogs é o Permalink. Envés de passar paramêtros para a página por GET usando ?nomedoparametro=valor após o endereço da página, esta técnica passa os valores pelo próprio endereço. Por exemplo, eu utilizava a seguinte forma: /?p=10

Feio, né? Então pesquisei um pouco e passei a utilizar permalinks. O mesmo artigo passou a ter o seguinte endereço: /traducao-completa-do-wordpress-221-para-o-portugues-do-brasil/

Tudo bem, concordo que nesse caso o endereço ficou grande demais se alguém resolver digitá-lo, mas raramente esse é o caso. Além de melhorar a cara da url que o usuário vai entrar, essa técnica também ajuda no ranking das páginas nos sistemas de busca, pois dá maior relevância àqueles termos que estão no endereço.

O próprio Wordpress tem suporte ao uso de permalinks, apesar de por padrão nas versões mais recentes não vir ativado. Foi feito assim apenas por causa que essa funcionalidade utiliza funções exclusivas do servidor Apache, então só os blogs hospedados nele poderão utilizar permalink. Para alterar o padrão de url não achei tão simples quanto parecia, então resolvi escrever este artigo para ajudar a outros que tenham as mesmas dificuldades. O que me atrapalhou foi um arquivo .htaccess que é manipulado pelo wordpress, comentarei sobre ele posteriormente.

Teoricamente basta ir até Opções e depois em Permalinks na área de administração do site, lá existem 3 opções prontas e uma quarta onde você pode personalizar o acesso aos artigos no seu wordpress utilizando tags. Mas você precisa ter o tal arquivo .htaccess na pasta do wordpress e com permissão para ser escrito, sendo que pra atrapalhar ainda mais esse arquivo é oculto, pois começa por ponto. Então, antes de qualquer coisa você configurar seu cliente FTP para exibir os arquivos ocultos ajudará muito. Essa configuração é especifica para cada programa de FTP, então não poderei ajudar nesse passo. Feito isso, verifique se existe o arquivo .htaccess na pasta onde o wordpress está instalado, e se existir verifique também se a permissão dele é 666. Do contrário, você terá que criar o arquivo de texto no seu computador e fazer o upload (não precisa ser feito pelos que já tem o arquivo e apenas a permissão não é 666), e depois colocar o nível de permissão dele como sendo 666, que possibilita a escrita pelo wordpress. Feito isso, está tudo perfeito para você utilizar tranquilamente o permalink do Wordpress da forma já mencionada.

Alguns blogueiros depois de algum tempo já utilizando permalinks resolvem trocar o padrão do permalink, só que isso implica em uma série de outras coisas. Todos os links existentes para os artigos ficariam quebrados, já que o endereço de acesso mudaria, e ainda perderia todos os acessos via sistemas de busca, até que a indexação do site fosse atualizada. Mas mesmo após essa atualização, ainda sairia perdendo muito com isso. Por exemplo, o aspecto temporal para o Google é levado em consideração, páginas mais antigas ganham mais pontos pro ranking do que as recentes. Não vou me aprofundar nesse aspecto, mas é inviável deixar todo o histórico de um site ir por agua abaixo assim.

Durante a minha pesquisa por permalinks encontrei a solução para esses casos em que o blog já utiliza permalinks mas quer alterar o seu padrão sem perder todo seu pássado, o Permalinks Migration Plugin. Novamente, ele só é válido para quem JÁ utiliza permalinks, o acesso padrão aos artigos do wordpress não é feito dessa forma.

O Permalinks Migration Plugin faz com que acessando o endereço antigo do artigo, o usuário (ou o robô do site de busca) receba um cabeçalho 301, que é de redirecionamento permanente. No caso do usuário comum, o browser será redirecionado ao novo endereço e pronto. No caso do robô é que aparece o maior benefício do plugin, dessa forma o sistema de busca atualiza seus registros, substituindo apenas a url velha pela nova e mantendo todo o resto. Perfeito!

Espero que ajude aos interessados, até a próxima! Qualquer dúvida, deixe um comentário.

Feeds: utilidade do XML aos navegantes

19/07/07

Icone padrão para feedsPopularizado com a expansão dos blogs e o aumento da procura aos sites de notícias, os feeds passaram a auxiliar (e muito) os internautas na tarefa de acompanhar as atualizações de seus sites favoritos. Para o usuário, os feeds representam uma nova maneira de ler os novos conteúdos dos seus sites preferidos, isso se torna possível pela utilização de um serviço centralizador, genericamente chamado de agregador. O vídeo abaixo explica como os feeds funcionam na prática:

Além dos agregadores citadas no vídeo, tenho que destacar o netvibes. Mais do que apenas um agregador, ele é um “desktop virtual”, disponibilizando além da leitura de feeds uma série de módulos úteis para serem utilizados no seu desktop. Um site muito popular no Brasil que já incluiu o suporte a feeds foi o Orkut, em sua página principal basta clicar em “Editar feeds” e adicionar seus endereços preferidos.

Um feed nada mais é do que um arquivo XML padronizado para tal fim, onde o agregador (que não precisa ser necessariamente um site) acessa e processa as atualizações que aquele arquivo teve, obviamente este arquivo espelha o conteúdo do site ou parte dele. Utilizar esses serviços online por uma conexão discada com a internet provavelmente aumentará a sua conta telefônica no fim do mês. Mas não se desespere, existem programas que rodam diretamente no seu computador e lhe possibilitam desconectar a internet após ele ter baixado os arquivos desejados, economizando em sua conta telefônica o tempo em que você levaria para ler as notícias do dia, atualizações de blogs e sites favoritos.

Uma aplicação muito interessante, mas que ainda não tive oportunidade de praticar é o Yahoo Pipes, nele você pode manipular um ou mais feeds para criar um novo, o resultado virá da aplicação de filtros e operações em cima dos feeds escolhidos. Um ótimo exemplo de uso seria para eliminar propagandas vindas ou notícias repetidas em mais de um feed. Sua criatividade e disponibilidade de tempo que limitam o uso dessa ferramenta do Yahoo.

Já para os desenvolvedores Web, os feeds possibilitam a integração com outros sites ou serviços online, incluindo conteúdo dinâmico e, conseqüentemente, sempre atualizado. Ainda não vi muito esse uso, mas acredito que em breve ele estará mais comum e acho possível que apareçam aplicações interessantes. Apesar de um aumento muito significativo na disponibilização dos feeds nos sites, ainda há muito que melhorar. Por exemplo, procuro por feeds com cotações das ações da Bovespa há bastante tempo e não consigo encontrar. Além dessa, muitos outros tipos de informações poderiam ser disponibilizadas nesse formato.

Omiti até aqui a informação de que os feeds não são disponibilizados apenas em um formato padrão. Não me aprofundarei nisso, mas não posso deixar de falar que existem dois padrões de feeds: RSS (Really Simple Syndication) e Atom. No Brasil, o RSS é amplamente utilizado, já em outros países essa situação se inverte. Por dificuldades técnicas, não consegui disponibilizar um exemplo do código RSS aqui, mas basta você abrir um feed qualquer (sem desmerecer o Charges) em seu navegador e visualizar o código-fonte para ter um exemplo.

Existem alguns sites que dão uma ajuda ao desenvolvedor na hora H. Você pode baixar um pacote com diversos formatos de icones neste site ou utilizar os serviços da Feedburner para impulsionar os seus feeds.

Para os que se animaram com a “novidade”, sugiro acessar seus sites preferidos e procurar pelo símbolo ao lado, lá estará o endereço do respectivo feed. Além dos blogs, todos os grandes sites de notícias já disponibilizam feeds também, mas darei um conselho de amigo: não exagere, selecione apenas aqueles que mais lhe agradam, ou passará o dia inteiro lendo seus feeds.

No Anotando não seria diferente, disponibilizo um feed do blog e outro para você acompanhar apenas os comentários, apesar de pessoalmente não me atrair o uso desse último.

Por hoje é só. Abraços!

Plugins interessantes para Wordpress

18/07/07

Depois de muito pesquisar e batalhar atrás de plugins que me agradassem, estou eu aqui para repassá-los.

Primeiro de tudo, aprendi que no Wordpress 2.2.1 já vem embutido o que antigamente era um plugin de widgets e então basta você ir em “Apresentação” e depois em “Widgets” (levando em consideração que o wordpress já está traduzido) e escolher dentre uma série de opções o que você deseja para colocar na coluna (no meu caso) da direita. Isso satisfez algumas vontades minhas, mas nem todas.

Encontrei o plugin Wordpress Video Plugin para adicionar videos aos post, no meu caso usarei principalmente videos do youtube. Gostei bastante dele por sua simplicidade e por não exibir apenas o que eu desejo (o video do youtube), sem propagandas ou links. Outra qualidade a ser levada em consideração é a enormevariedade de sites que ele tem suporte. O uso é bem simples, basta colocar no post o código ["youtube" id], sem as aspas e substituindo o id pelo código do video que você encontra na url do youtube. Mais informações e o arquivo para download você encontra no site do mesmo.

Outro plugin que me agradou bastante foi o Linkneles, que é responsável pelos links no final de cada post para adicionar o endereço em sites agregadores. Um contra dele é que você tem que acrescentar uma linha de código aos arquivos fonte do wordpress. Uma observação é que sou usuário convicto do del.icio.us, dai a minha adoração por este plugin. Você encontra os arquivos para download e as intruções para instalação dele aqui.

Por último (por enquanto), indico o plugin Category Cloud Widget que faz a nuvem das categorias daqui do Anotando. Para quem não identificou o que seria isso, são aquelas palavras com diversos tamanhos de fonte ali logo acima do Categorias. Ela indica o quanto eu já publiquei sobre cada uma daquelas “tags”. Baixe-o aqui e instale, ele ficará disponível nas Widgets comentadas no primeiro parágrafo deste artigo.

Quando encontrar mais novidades, publicarei. Abraços!