Pra não dizer que não falei de flores

A sociedade tem se conscientizado cada vez mais dos direitos… direitos da criança, direitos do jovem, direitos do idoso, direitos do deficiente e outros tantos direitos. Nessa onda um tema muito abordado entre os desenvolvedores web é a questão da acessibilidade.

Antes de falar sobre isso, gostaria que você assistisse o vídeo abaixo sobre acessibilidade na web, feito pelo acessodigital (como eu, quem adorar o vídeo pode baixá-lo no site). Infelizmente, o youtube limita em 10 minutos a duração e ele tem 11 minutos, então teve que ser dividido em duas partes:

Parte 1:

Parte 2:

Um outro muito interessante é esse da campanha “Acessibilidade – Siga essa idéia” explicando o que é acessibilidade e mostrando problemas do mundo real:

A regulamentação da Lei de Acessibilidade não só determinou direitos de acesso físico aos brasileiros, mas também direitos de acesso a informações, por exemplo, aos sites de órgãos públicos. O que isso quer dizer? Que todos sites da administração pública deveriam tornar-se web acessíveis no máximo até 12/2006 (é, já passou). Foi uma boa tentativa, alguns sites cumpriram sua obrigação (como podemos ver no diretório de sites acessíveis do daSilva), mas serviu principalmente para alertar a todos sobre a importância do tema. Entre os desenvolvedores muito foi feito para adquirir e produzir conhecimentos sobre esse assunto.

Entendo por acessibilidade a capacidade das pessoas terem acesso a determinado objeto (pra gente, um site). Escuta-se falar muito sobre os cegos na questão da acessibilidade web, mas não devemos ter nossa atenção voltada apenas a eles, existem diversos outros grupos com necessidades especiais para ter acesso à grande rede. Imagino que o motivo de ouvirmos falar mais em acessibilidade no contexto do deficiente visual é o contato um pouco maior que temos com eles. Quem conhece pessoas com deficiência motora? Infelizmente, me parece que essas e outras são quase isoladas num mundo a parte.

Obviamente um cego não consegue navegar pela internet da mesma forma que a maioria das pessoas. Como mostra o primeiro vídeo deste post, existem programas (inclusive um desenvolvido na UFRJ) que fazem a leitura da tela para que o cego possa utilizar a web. Mesmo com a ajuda desses programas, o cego fica com muitas restrições ao utilizar o computador, por exemplo sendo impossibilitado de usar o mouse. O desenvolvedor deve tentar se aproximar desse mundo para entender os impedimentos e tentar solucioná-los.

Existe diretrizes de acessibilidade feitas pela W3C, órgão responsável pela padronização da web. Mas esse documento muitas vezes não dá soluções práticas para certos problemas. Voltando ao vídeo, nele é mostrado a importância de ações como:

  • Colocar um link no topo da página indo diretamente para o conteúdo;
  • Fazer uma boa navegação via teclado, não sendo dependente do mouse;
  • Texto alternativo em todas as imagens;
  • Não utilizar exclusivamente captcha‘s visuais como medida de segurança;
  • Não utilizar Flash para desenvolver inteiramente um site.

Para ser socialmente responsável, adote essas e outras atitudes que não impossibilitem o uso democrático da internet. Já se você continua achando tudo isso uma besteira, olhe pelo lado comercial: você quer ter 15% do público do seu site impedido de acessá-lo? E se você desenvolve sites para terceiros, seus clientes aceitariam isso?

Se não se satisfez apenas com essas informações, acesse também: Serpro e Maujor (ótimo site) e comente o que mais você encontrou de interessante!

Abraços! Até a próxima.

2 ideias sobre “Pra não dizer que não falei de flores

  1. Paula

    Esses videos sao otimos! Mesmo conhecendo a questao da usabilidade, padroes e etc, nunca tinha me tocado da real importancia disso. Só com os videos vi as reais dificuldades que deficientes encontram ao acessar a internet.

  2. Lg

    Pô Paula, nada a ver ficar puxando o saco do seu namorado…
    Tudo bem que os vídeos são realmente bons, mas dizer que vc nunca tinha entendido a dificuldade de um deficiente visual acessar a internet foi forçar a barra um pouquinho :p

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